Osvaldinho da Cuíca e André Domingues misturam música e bate-papo na reabertura da Biblioteca Mário de Andrade Eventos BaresSP 570x300 imagem
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    Osvaldinho da Cuíca e André Domingues misturam música e bate-papo na reabertura da Biblioteca Mário de Andrade

    Batucada e palestra marcam a reabertura da Biblioteca Mário de Andrade

    Por Lu Fernandes Comunicação e Imprensa | 20 de Julho 2010 - Publicado em 20 Julho 2010


    Parceiros na autoria do livro “Batuqueiros da Pauliceia”, da editora Barcarolla, o sambista Osvaldinho da Cuíca e o pesquisador e crítico musical André Domingues, estarão juntos novamente durante a reabertura da Biblioteca Mário de Andrade, na próxima quarta-feira. A dupla apresenta uma “Palestra Sambada”, a partir das 18h, que começa com a apresentação do músico, seguida de bate-papo do escritor com o público . Na quinta-feira (22), a partir das 18h30, André Domingues realiza no local a oficina “Memória do Samba em São Paulo”, sobre a história fonográfica do samba paulistano, com apresentação de gravações da década de 1920 até o início dos anos 60.

    No livro “Batuqueiros da Pauliceia”, lançado em 2009, André Domingues e Osvaldinho da Cuíca lançam um libelo na defesa do samba paulista ao se aprofundarem para sistematizar e resgatar a história do samba produzido por artistas do Estado, vítimas frequentes de preconceito, principalmente após a famosa declaração do poeta Vinícius de Moraes, de que São Paulo é o “túmulo do samba”. Embora em sua defesa sempre aparecessem nomes como de Henricão, Geraldo Filme, Adoniran Barbosa e Toquinho (o mais prolífico parceiro de Vinicius), os próprios paulistas não conhecem completamente sua grandeza.

    A obra segue as diversas trilhas do samba de São Paulo, apontando seus nomes e acontecimentos fundamentais desde o início do século XX até o presente, do remoto samba-rural ao samba-de-raiz de hoje em dia, passando por diversas manifestações como a marcha-sambada, a batucada de engraxates, o samba-rock e as experiências da chamada Vanguarda Paulistana.

    O ponto de partida é a própria dificuldade em encontrar uma definição para o “samba” produzido no Estado de São Paulo, haja vista a grande diferença de características entre as diversas versões que coexistiam no início. O termo samba-rural foi uma tentativa frustrada de reunir essa diversidade em uma única expressão. Em São Paulo, a palavra “samba” só ganhou sentido comum, entendido em qualquer outra parte do Estado, quando se falava no samba-de-bumbo das popularíssimas festas de Pirapora Bom Jesus. O termo nasceu da inclusão do bumbo nas cantorias profanas dos devotos, as quais costumavam ter apenas o acompanhamento de violas, cavaquinhos, chocalhos e batidas de mãos e pés. Desprezado por grande parte dos estudiosos, o samba-de-bumbo deixou pouquíssimos registros.

    Antes do seu repentino crescimento, entre o final do século XIX e o início do seguinte, a cidade de São Paulo, embora capital do Estado, ainda não centralizava a cultura paulista e estava longe de ser a cidade cosmopolita tal qual a conhecemos hoje. Ao contrário, tinha fortes características de uma cidade interiorana, com uma certa resistência da elite em aceitar influências dos imigrantes. Musicalmente, prevalecia em São Paulo uma manifestação trazida pelos portugueses abastados: a seresta, cultivada, sobretudo, pelos estudantes de direito do Largo do São Francisco. Nas camadas mais pobres da sociedade, por outro lado, os negros cultivavam suas próprias formas de expressão musical, em geral ligadas a uma religiosidade sincrética, que misturava ritmos dos orixás africanos aos de santos do cânone cristão.

    Serviço
    Local: Biblioteca Mário de Andrade
    Endereço: avenida São Luiz, 235 Centro (próximo às estações Anhangabaú e República do Metrô)
    21 de julho (quarta) – 18h
    Entrada: gratuita

     

     
     
     

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