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    Embalagem de Pet na cerveja pode evitar concentração de mercado

    Embalagem de Pet na cerveja pode evitar concentração de mercado

    Por WN & P COMUNICAÇÃO  | 24 de Julho 2009 - Publicado em 24 Julho 2009


    Foi o que ocorreu no setor de refrigerantes, onde propiciou o surgimento de novas empresas, além da redução do preço final do produto para o consumidor.

    A concentração no mercado de cervejas poderia ser enfrentada com a mesma receita adotada pelo setor de refrigerantes: a utilização de garrafas de PET.

    Desde 1990, número de marcas de refrigerantes passou de 100 para quase 700. Esses fatos, na avaliação da Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet), causaram uma "democratização" do setor que só ocorreu porque a embalagem de PET derrubou barreiras ao tornar menos complexa a logística de distribuição e a industrialização, proporcionando a entrada de pequenas empresas no mercado.

    Nos Estados Unidos e em vários países da Europa já são encontradas cervejas em garrafas de PET, comercializadas por grandes companhias que também atuam no Brasil. Por se tratar de uma embalagem segura, a expectativa da Abipet é de que esse tipo de produto é muito interessante para atender alguns nichos de mercado, como shows, eventos esportivos e similares, onde houvesse grande concentração de pessoas,

    Dados da própria indústria de cerveja e de projetos depositados por esses no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), dão conta de que a embalagem de vidro representa mais de 40% do custo do produto. Isso mostra o quanto a embalagem é importante para a competitividade do setor. As características do PET, como fácil manuseio, além de redução de custos no transporte e armazenagem, tornam a produção mais barata. "O PET contribui muito para a redução do preço final e propicia um produto mais acessível aos consumidores", afirma Auri Marçon, presidente da Abipet.


    Embalagem contribui para o meio ambiente

    A indústria e embalagens plástica em geral acredita que existe um falso discurso ambiental contra os plásticos e mostra argumentos e números consistentes para esse posicionamento. Além do índice de 53,5% de reciclagem de PET, que posiciona o Brasil como um dos líderes mundiais dessa atividade, a Abipet evidencia que a Organização Mundial de Saúde (OMS) reconhece que os dois maiores problemas ambientais mundiais são o Efeito Estufa e a escassez de Recursos Hídricos. Em ambos os casos, o PET vem se destacando por ser uma das embalagens mais performantes.

    Paralelamente a isso, a indústria também trabalha, desde a década de 1990, na geração de demanda para o PET reciclado. Com os investimentos realizados no passado, as recicladoras ainda contam com uma ociosidade de mais de 20%, o que as torna aptas a absorver volume adicional de garrafas.

    Além disso, 70% do consumo de cerveja ocorre em recintos fechados, como bares e restaurantes, o que, automaticamente, garantiria a coleta e a reciclagem das garrafas PET. O consumo restante da bebida tem parte considerável feita em garrafas de vidro descartáveis (long neck), que têm reciclagemem níveis bem inferiores à do PET. Nesse nicho específico de mercado, a destinação adequada do PET, dados os índices atuais, já seria superior.

    "Análises feitas em países desenvolvidos (Análises do Ciclo de Vida) mostram que o PET é a embalagem do futuro. Em primeiro lugar, contribui para diminuir a emissão de gases de efeito estufa durante o transporte", avalia Marçon. "Quando transportado em garrafas de vidro, 48% do peso de um carregamento é de embalagem. Isso sem contar a viagem de volta, com garrafas vazias. O mesmo transporte feito em embalagens PET toma apenas 2% do carregamento."

    O executivo ainda lembra que o PET evita um consumo adicional de 41 bilhões de litros de água para lavagem dos vasilhames retornáveis, o que corresponde ao consumo de 1 milhão de habitantes durante um ano. No item consumo de energia, a embalagem de PET gasta de seis a dez vezes menos desse insumo para ser produzida, na comparação com o vidro e a lata.

    "Em último caso, o PET também pode ser retornável, como a garrafa de vidro, mas com a vantagem de ser muito mais leve, inquebrável e sem liberação de gases residuais", conclui o presidente da Abipet.

    Se o PET tem melhor performance ambiental quando comparado com a embalagem atual, se contribui bastante com a competitividade através da entrada de novas empresas, se é mais econômico para o consumidor e ainda é mais segura, nos parece obvio que o PET está totalmente apto a fazer parte desse mercado de cerveja, como qualquer outra embalagem.

     

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