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    Pesquisas realizadas por universidades mostram que a cerveja nacional tem grande quantidade de milho

    Marcas nacionais de cerveja têm elevada quantidade de milho

    Por Daniele De Curtis | 25 de Outubro 2012 - Publicado em 22 Outubro 2012


    Em pesquisas realizadas por cientistas do Centro de Energia Nuclear na Agricultura, da USP de Piracicaba, e da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), mostram que as marcas nacionais de cerveja têm elevada quantidade de milho em sua composição.

    As marcas analisadas são: Antarctica, Brahma, Skol e Nova Schin. O estudo diz que as marcas chegariam a usar quase 50% do grão de milho no lugar da cevada. A análise sugere que essas marcas estão no limite da porcentagem de milho como matéria-prima para cerveja. A legislação nacional permite até 45% e no caso desses rótulos podem até tê-lo ultrapassado.

    A indústria questiona a metodologia da análise realizada e para especilaista, pouca cevada reduz a qualidade do produto.

    O grupo piracicabano, coordenado por Luiz Antonio Martinelli, já estudou cervejas antes, além de verificar a presença de álcool de cana no vinho nacional. Martinelli diz: "Ninguém aqui está dizendo que a cerveja é pior por ter milho. Aliás, eu nem bebo cerveja, só vinho". Ele ressalta também que o trabalho tem margens de erro e que o propósito não foi denunciar que certas marcas não seguem a lei. A bióloga Sílvia Mardegan, orientada de Martinelli e autora principal do estudo comenta: "A diferença de composição é muito pequena (no caso das que parecem ter muito milho)". Ela lembra também que apenas uma unidade de cada marca foi analisada, e que existem variações por lote e por região do país. Por outro lado, a variedade de marcas (77, sendo 49 nacionais e 28 importadas) ajuda a dar um panorama amplo do mercado.

    Em comunicado oficial, a Ambev, fabricante das marcas Caracu, Antarctica, Brahma, Bohemia e Skol, afirmou que "controlar a quantidade de malte de cevada é necessário para obter cerveja com características adaptadas ao paladar do consumidor brasileiro: leve, refrescante e de corpo suave". A empresa disse ainda que seus produtos seguem à risca as determinações do Ministério da Agricultura e que está investindo na produção nacional de cevada e em quatro maltarias próprias.

    Já a Schincariol, que produz a Nova Schin e a Glacial, afirma que "respeita as iniciativas de pesquisas realizadas pela USP, mas ressalta que a metodologia utilizada no mencionado estudo não é a determinada pelo Ministério da Agricultura". Também diz que "está à disposição dos pesquisadores responsáveis pelo estudo para esclarecer possíveis dúvidas sobre seus produtos ou processos".

     

     

     

     

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