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    My Fair Lady estréia mês que vem SP terá mais duas peças

    My Fair Lady estréia mês que vem SP terá mais duas peças

    Por Gustavo Fioratti - Folha On Line | 21 de Fevereiro 2007 - Publicado em 31 Fevereiro 1969


    A estréia de My Fair Lady no próximo dia 8, no teatro Alfa, é uma evidência de que os musicais de orçamentos milionários conquistam público em São Paulo. Com direção de Jorge Takla e custos iniciais calculados em R$ 4 milhões, essa é a terceira opção no roteiro da capital para quem quer assistir a um espetáculo americano sem ter de viajar aos EUA.

    As outras duas montagens em cartaz são O Fantasma da Ópera, no teatro Abril, e Sweet Charity, no Citibank Hall. Ainda vêm por aí, via CIE-Brasil, Miss Saigon, com estréia prevista para junho, e Peter Pan, cuja temporada deve começar em julho no Credicard Hall. Miss Saigon vai custar R$ 12 milhões --cifra que bate os investimentos feitos em O Fantasma da Ópera, que chegaram a R$ 10 milhões.

    Mas Takla não montou My Fair Lady no esquema de franquias que a CIE costuma empreender. Ou seja, não transpôs a produção americana, detalhe por detalhe, para solo nacional. O espetáculo tem cenário e figurino originais, assinados por Daniela Thomas e Fábio Namatami. Tem também um ritmo mais ágil e mais latino. No fim das contas, não é nada diferente de montar um Shakespeare.

    O que segue inalterado são as músicas de Frederick Loewe, com texto e letras de Alan Jay Lerner, responsáveis pelo sucesso de My Fair Lady desde 1956 --em montagens no palco e no cinema. Adaptado de Pigmaleão, peça do irlandês Bernard Shaw, o musical conta a história de uma vendedora de flores de modos não muito elegantes. Um professor de línguas especializado em fonética aposta com um amigo que pode transformar a moça em lady.

    O visual, com Londres ao fundo, responde por parte do impacto. Um dos pontos altos da montagem é uma troca de cenário realizada em 40 segundos: sai de cena a ambientação de uma biblioteca de dois andares, com mezanino, estantes, mesas e cadeiras. A cortina se fecha. Quando volta a ser aberta, um salão de baile todo branco, com uma imensa escadaria, já está no palco.

    Para quem torce o nariz diante da possibilidade de ver os musicais se multiplicarem por aqui, vale ouvir Cláudio Botelho, experiente diretor do gênero que, além de assinar a tradução de My Fair Lady e de O Fantasma da Ópera, co-dirigiu Sweet Charity. Os musicais são apenas um gênero em um cenário que agrega vários outros tipos de teatro.

    Para Cláudio, a presença de técnicos americanos orientando profissionais brasileiros na execução de produções de grande porte deixa uma herança proveitosa. Cláudio provou os benefícios desse intercâmbio ao produzir e dirigir Sassaricando, comédia musical pontuada por marchinhas, sucesso no Rio de Janeiro, que deve chegar a São Paulo no segundo semestre. Ainda entre os projetos do diretor, está o musical 7, inspirado na história de Branca de Neve, só que mais violento, que terá música de Ed Motta.

    Há, porém, quem levante dúvidas sobre os valores destinados a essas produções, em parte provenientes de renúncia fiscal do governo, por meio da Lei Rouanet.
     

     

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