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    Projeto Cidade Invertida

    Projeto Cidade Invertida

    Por Flavia Fusco Assessoria de Comunicação | 04 de Junho 2007 - Publicado em 04 Junho 2007


    Como seria estar dentro da câmera fotográfica no momento da formação da imagem?

    A resposta para esta pergunta está sendo dada pelo projeto Cidade Invertida que está percorrendo a periferia de São Paulo em um trailer transformado em câmera obscura e laboratório fotográfico. Exposição com as fotos será aberta no dia 10 de junho.

    Classificado em primeiro lugar no Programa de Ação Cultural da Secretaria da Cultura do Estado, o projeto Cidade Invertida parte do conhecimento secular da câmera obscura, para encantar seus participantes.

    Um pequeno trailer com uma lente em uma de suas paredes, projeta uma imagem invertida da realidade exterior em uma tela branca dentro do veículo.

    A tela é móvel e permite encontrar a distância precisa em que a cena é vista com nitidez, surpreendendo pelo ineditismo os habitantes de comunidades da periferia de São Paulo.

    Demonstrações são abertas a crianças e adultos na observação da própria cidade e no conhecimento dos processos fotográficos.

    O objetivo é sensibilizar os participantes para uma experiência visual diferente, observando locais do seu cotidiano projetados invertidos no interior da "câmera obscura", visando um despertar estético. Afinal ver é fato natural do organismo humano, porém dar sentido ao que enxergamos é uma questão de sensibilização

    Além de desmistificar o processo da formação da imagem, o trailer é também um laboratório fotográfico preto e branco, servindo de base para oficinas de câmera de orifício (pinhole), ministradas a educadores e integrantes de movimentos comunitários integrantes da rede Corrente Viva, uma associação que atua na periferia, com elos em bairros no sul, sudoeste, norte e leste da capital.

    O Histórico da câmera
    O trailer em que foi construída a câmera e o laboratório, foi doado ao responsável pelo projeto pelas belgas Christine Feltem e Véronique Massinger. As fotógrafas foram convidadas a participar da Bienal Internacional de São Paulo apresentando o trabalho "Caravana Obscura" onde utilizavam um trailer como câmera para fotografar paisagens, utilizando enormes papéis coloridos (3,0 x 1,5m). Uma vez no Brasil, patrocinadas pelo consulado belga, adaptaram o referido trailer produzindo imagens que se juntaram às trazidas da Bélgica sendo expostas em São Paulo em 2004. Em 2005 a equipe do projeto Cidade Invertida capacitou o trailer para que ele se tornasse um laboratório capaz de receber até 10 pessoas.

    A exposição
    As fotografias pinhole realizadas pelos participantes das oficinas, bem como as imagens que documentam as demonstrações para o público em geral. A exposição poderá ser vista em duas estações do metrô:

    De 10 a 29 de junho na estação Santa Cecília
    De 02 a 29 de julho na estação Corinthians Itaquera

    O trabalho pode ser acompanhado pelo site www.cidadeinvertida.com.br, em atualizações constantes até o final de maio, quando se encerra parte do projeto, que inclui participação na virada cultural estadual na cidade de Araraquara.

    A equipe
    Fotógrafo profissional a vinte anos, Ricardo Hantzschel é professor da faculdade de fotografia do Senac desde 2000. Em 2003, venceu o prêmio Porto Seguro de Fotografia São Paulo 450 anos, com um trabalho realizado justamente em pinhole, e que integra o acervo do Museu de Arte Moderna (MAM-SP). Completam a equipe do Cidade Invertida a educadora Paula Kirstus, o motorista Adelino Matias Junior e a aluna do Senac Ana Dalloz.

     

     
     
     

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