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    Maria Alcina mostra diferentes facetas da Obra de Adoniran em Show no SESI

    SESI recebe Maria Alcina com show 100 anos de Adoniran Barbosa

    Por Assessoria de imprensa - Eliane Verbena | 02 de Julho 2010 - Publicado em 01 Julho 2010


    A cantora Maria Alcina entra em cena com o show 100 Anos de Adoniran Barbosa, concebido e dirigido por Cervantes Sobrinho. O show acontece dia 21 de julho, quarta-feira, no Teatro Popular do SESI - Paulista, às 20 horas, com ingressos populares a R$ 10,00 e R$ 5,00.

    O espetáculo vai muito além de uma simples releitura das músicas de Adoniran e ainda conta com a performance incomparável da intérprete. O arranjador e diretor musical Sérgio Arara buscou inspiração nas próprias personagens e histórias contadas por Adoniram para conceber os arranjos e apresentar uma leitura original. Alcina se esbaldou com o banquete que Arara lhe ofereceu: muito molho, pimenta e ritmo para abusar do vozeirão. A cantora mostra que está em plena forma: esbanja bom humor e incorpora várias personagens pra lá de hilárias.

    O programa surpreende até os mais apaixonados por Adoniran ao fazer ressurgir melodias e letras primorosas de sua produção romântica (Prova de Carinho, Iracema, Triste Margarida - Samba do Metrô e Não Quero Entrar) e ao dedicar um bloco inteirinho aos sambas e às marchinhas (A Louca Chegou, Pafunça, Chora na Rampa Negão, Os Mimoso Colibris, Dona Boa, Tocar na Banda, Dondoca e Senta, Senta). Até uma moda de viola foi inserida neste cardápio: a inusitada Tô Com a Cara Torta que, de imediato, remete-nos ao estilo caipira de Inezita Barroso (por ironia do destino, ela não chegou a gravá-la).

    E é evidente que as canções consagradas do mestre, entoadas sempre em coro, também compõem o espetáculo (Torresmo à Milanesa, Samba do Arnesto, Conselho de Mulher, As Mariposa, Um Samba no Bixiga, Tiro ao Álvaro, Saudosa Maloca e Trem das Onze), além daquelas “assinadas” por Peteleco, seu vira-lata “letrado” (Plac-Ti-Plac, No Morro do Piolho e Mãe, Eu Juro).

    Entre os exemplos mais inusitados do show Maria Alcina - 100 Anos de Adoniran Barbosa, destaque para o arranjo de Um Samba no Bixiga que corteja descaradamente com a tarantela, ritmo que embala o bairro de italianos. E o samba No Morro do Piolho ficou com a cara - e ritmo - do que se faz hoje no “morro”: o rap. Já para mostrar o universo da mulher cantada em Mãe, Eu Juro (que deve freqüentar os bailes da periferia no sábado à noite) o arranjo ganhou a cadência do bolero e flerta, dramaticamente, com o tecnobrega. Tudo isto sem cair no caricato, pois ninguém foi tão autêntico em sua arte como Adoniran que, certamente, de onde quer que esteja se diverte e aplaude esta também autêntica homenagem.

     

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