Tudo sobre café Eventos BaresSP 570x300 imagem
    banner-site-youtube.jpg

    Tudo sobre café

    Saiba mais sobre uma das bebidas mais consumida pelos brasileiros

    Por Michelly Lelis | 06 de Abril 2020 - Publicado em 03 Abril 2020


    Uma das bebidas mais consumidas no Brasil, o café se faz presente na história do país como um produto importante para a economia. Uma opção do café da manhã dos brasileiros, o café possui suas variações, formas de produção, entre outros pontos importantes para estar preparado para consumo. Veja agora tudo sobre café:
     

    Cultura do Café

    Historiadores relatam que o café veio das montanhas da Etiópia. Desde a sua descoberta foi reparado o fato que os frutos do cafeeiro, quando transformada em bebida, aumentava a energia e espantava o sono. O feito se popularizou, inicialmente entre os árabes e, entre os séculos XIV e XV chegou à Europa, através da Itália. O cafeeiro é uma planta de clima tropical úmido com temperaturas amenas, ou seja, 18º a 22ºC sendo perfeito para a sua plantação, já que não suporta geadas e possui desenvolvimento prejudicado em temperaturas acima de 30ºC. Com porte arbustivo de 2 a 4m de altura, de crescimento contínuo, o cafeeiro logo chegou a América na época das grandes navegações. No Brasil, a região Norte foi a primeira a recebê-lo, mas logo chegou no Sudeste e Sul, principalmente onde hoje se encontra o Rio de Janeiro e São Paulo. A partir de meados do século XVIII, o café já representava uma significativa fonte de renda para o país, tendo o estado paulista como um grande produtor na época.
     
    Café no Brasil
     

    Café no Brasil

    Com a chegada do café no século XVIII, o produto se tornou principal mercadora de exportação da economia brasileira nos anos seguintes. Assim, logo garantiu as divisas necessárias à sustentação do Império do Brasil e da República Velha. Tal dimensão de produção cafeeira foi possível devido ao aumento da procura pelos mercados consumidores, principalmente a Europa e os Estados Unidos. A cafeicultura no Brasil beneficiou da estrutura escravista, sendo incorporada ao sistema plantation, caracterizado pela monocultura voltada para a exportação, a mão de obra escrava e o cultivo em grandes latifúndios, além da região proporcionar clima e solo bons para o seu desenvolvimento. Inicialmente, o cultivo do café era realizado em terras desmatadas, estas demoravam cerca de cinco anos para produzir. Nesse tempo, outras culturas eram plantadas em torno dos cafezais.
     
    A colheita dos cafés era realizada manualmente pelos escravos que também colocavam os grãos para secar em terreiros. Uma vez seco, o café era beneficiado, retirando-se os materiais que revestiam o grão através de monjolos, máquinas primitivas de madeira formadas por pilões socadores movido a força d’água. Após o processo, o café era transportado nos lombos das mulas para o porto do Rio de Janeiro que logo, com o aumento da produção e lucro, se deu ao início da modernização com a criação do porto de Santos e construção de ferrovias. Os “Barões do café”, assim chamado os grandes latifundiários produtores de café, fizeram a produção cafeeira superar a produção açucareira nos anos 1836 e 1837, tornando o café o principal produto de exportação do Império.
     
    O café se fez presente em grandes acontecimentos da história do Brasil, bem como a política “café com leite”, um marco da República Velha, no qual os presidentes da República fossem escolhidos entre os políticos de São Paulo (café) e Minas Gerais (leite). Além do episódio, houve a grande queima de café, após a crise de 1929, no qual foi feito para manter o preço do produto elevado. Atualmente, o Brasil é o maior exportador de café no mercado mundial e ocupada o segundo lugar, entre os países consumidores da bebida. 
     
    Produção do Café
     

    Produção do Café

    Como dito, o consumo entre os brasileiros é grande, sendo considerada uma das bebidas mais populares do país. Essa cultura emprega também uma boa parte da população mundial. Em torno de 25 milhões de pessoas trabalham diretamente com a produção cafeeira, e indiretamente, contabiliza-se 100 milhões. A produção do café é dividia em oito principais etapas, sendo elas:
     
    • Plantio: apesar da variedade de café, duas são principais e geralmente escolhidas para serem plantadas: Arábica e Robusta. A primeira é utilizada para a maioria dos cafés especiais; já os tipos robusta integram blends, comuns nas prateleiras dos mercados. O grão de café é, na verdade, uma semente. Se caso não processado pode ser plantado e dará ao cafeeiro. Regada constantemente e protegido do sol direto, quando se torna um arbusto, é plantada definitivamente. Em média, o cafeeiro proporciona os frutos entre três e quatro anos após o plantio. 
     
    • Colheita: o fruto deve ser colhido quando atingir uma coloração de cereja. No entanto, algumas variedades apresentam o fruto maduro quando a cor é amarela. Caso colhida antes do tempo, a bebida pode perder qualidade ou mecânica.
     
    • Fermentação: após a colheita, o processo deve ser rápido para evita a deterioração. Hoje, há dois tipos de métodos para a fermentação, sendo o mais antigo e tradicional, a secagem ao sol, em que o café é colocado em redes e revirado durante o dia para que seque por igual, realizado durante semanas e resulta na fermentação benéfica entre a casca e o grão. Por sua vez, o segundo método envolve água e maquinário, onde há a separação da polpa e do grão. A polpa é lavada com água, enquanto os grãos são separados por peso; os mais leves flutuam e os grão maduros afundam. Em seguida, passam por tambores rotativos que os separam por tamanho e transportados por tanques de fermentação cheios de água, no qual permanecem por 12 a 48 horas.
     
    • Secagem: se os grãos foram processados pelo método com água, os que estiverem despolpados e fermentados devem secar até atingir 10% volume inicial, no qual o processo é realizado ao sol, em mesas de secagem ou pisos, onde são mexidos regulamente. Quando ressecados, são armazenados em sacos de juta ou de sisal até que sejam preparados para a venda. 
     
    • Prova: a prova é realizada em pequenos lotes para a prova de sabor do café por profissionais que determinam as características, como acidez, sabor e aroma. O processo chamado cupping, possui diversos testes para assegura a qualidade do produto.
     
    • Torra: o processo transforma o café verde nos grãos marrons que são vendidos. As máquinas operam em temperatura elevada enquanto giram, espalhando calor por igual e, logo após, os cafés são imediatamente resfriados com água ou ar.
     
    • Moagem: a etapa possui duas maneiras, mais grossa ou fina, depende do método pelo qual o café vai ser preparado. Quanto mais fina a moagem, mais rápido deve ser o preparo.
     
    • Preparo: de variadas maneiras, da máquina expressa, máquina de cápsulas, prensa francesa, aeropress, filtro de papel ou pano, cafeteira italiana, o café se faz presente para ser apreciado.
     
    Maturação do Café
     

    Maturação do café

    Durante o processo de produção do café, é esperado o seu processo de maturação. Esse processo inicia-se com o aumento da atividade respiratória e síntese de etileno, acompanhado do metabolismo de açúcares e ácidos, degradação da clorofila e a síntese de pigmentos responsáveis pela mudança de coloração da casca, que passa de verde à coloração vermelho-cereja ou amarela. Geralmente, as diferentes fases são divididas em cinco:
    Chumbinho: primeira fase do fruto, se encontra pequeno formato após três meses da florada em média e demora de cinco a seis meses para sua formação completa;
    Verde: grão pronto, mas ainda imaturo, se beneficiado tem forte gosto adstringente. Sabor de fruta verde;
    Cereja: o fruto está pronto para colheita, no qual pode ser amarelo ou vermelho, dependendo da variedade;
    Passa: processo de maturação tarde acontece no final da colheita, o fruto passa de coloração vermelha ao preto e perde umidade.
    Boia: o fruto está seco, sem umidade e totalmente escuro.
     
    Beneficiamento do Café
     

    Beneficiamento do café

    Essa etapa acontece após a colheita e o café atinge a umidade desejada. Pronto para ser qualificado para ser beneficiado, ou seja, obtido o que se conhece como grão cru do café. O processo é dividido em duas etapas, a limpeza e o descascamento. A primeira, por sua vez, consiste na retirada de impureza e retirada de pedras mais pesadas, feitas através de uma bica de jogo e catador de pedras. Já a remoção da casca dos grãos é feita pelo descascador que remove a casca do café. 
     
    Classificação do Café
     

    Classificação do café

    Após o beneficiamento do café é realizado a sua classificação, que possui como objetivo possibilitar a realização de transações a distância, facilitar a obtenção de financiamentos, possibilitar transações em bolsa de valores, estabelecer preços justos de acordo com a qualidade, além de maior agilidade na comercialização. Assim, é possível verificar a qualidade do trabalho executado. Essa classificação consiste em classificar o café de acordo com o número de grãos defeituosos e imperfeitos, identificados em uma quantidade de 100g de café. Os defeitos podem ser de natureza intrínseca (problemas devido a aplicação imperfeita de processo agrícola) ou natureza extrínseca (elementos estranhos ao café beneficiado).
     
    Torra do Café
     

    Torra do café

    Como visto, a torra faz parte do processo de produção do café. Durante essa etapa, cada tipo de torra apresenta características diferentes aos grãos. Este momento pode ser dividido em três momentos. Primeiramente a fase de secagem, onde a umidade é retirada dos grãos; na segunda fase ocorrem as mudanças químicas dos grãos, ou seja, seus formatos são modificados devido às altas temperaturas; a terceira fase é a de resfriamento dos grãos, usando ar ou água. Logo, os grupos de torra são divididos em clara, média e escura>
    Cafés de torra clara: são usados para a produção de expressos, pois conservam melhor acidez e os aromas florais.
    Cafés de torra média: os cafés de torra média são muito usados para a preparação de bebidas coadas, pois perdem acidez e ganham corpo. Conhecido também como “torra equilibrada”.
    Cafés de torra escura: se caracteriza pela baixa acidez e presença de amargor. Desenvolve aromas como chocolate e caramelo.
     
    Variedades do Café
     

    Variedades do café

    O café pertence a família das Rubáceas, do gênero Coffea e conta com mais de 100 espécies. Porém, apenas duas delas são cultivadas e comercializadas, a Coffea Arábica e Coffea Canephora, mais conhecida como Robusta, como visto. A espécie arábica hoje é a mais cultivada no Brasil, representando 76,4% da produção nacional, enquanto o robusta é responsável por 23,6%. As duas apresentam algumas diferenças entre elas. O café arábica possui teor médico de cafeína de 1,2%, enquanto no robusta a concentração chega a 4%.
     
    • Café Robusta: o termo popular é usado para agregar as variedades da espécie Coffea canéfora. Esse tipo é essencial para produção de cafés solúveis e, muitas vezes, misturadas aos grãos 100% arábica para uma produção mais acessível. O café robusta apresenta como principal variação, o Conilon.
       • Conilon: uma das variedades mais comuns de Café Robusta no Brasil, o Conilon é uma bebida encorpada, que pode ter bastante amargor, com o teor de cafeína podendo chegar a 2,37%.
     
    • Café Arábica: como visto, a espécie é rica em sabor e variabilidade genética. Isso ocasiona em uma grande variedade de café, entre eles:
       • Mundo Novo: é um dos tipos de variedades de café mais requisitados para a produção de cafés especiais. Apresenta alta qualidade e proporciona a produção de um bom café, com aroma suave e sabor marcante. Perfeito para ser consumidor de forma natural, bem como em drinks e smoothies de café.
       • Bourbon: também um grão indicado para a produção de cafés especiais, mas apresenta um sabor um pouco mais suave e adocicado, com textura achocolatada e um aroma intenso. 
       • Laurina: uma variedade exótica é um pouco mais suave do que suas irmãs e apresenta baixo teor de cafeína, cerca de metade dos outros tipos de café. Seu sabor é um tanto quanto complexo e agradável, muito usado em café descafeinado de alta qualidade.
       • Catuaí: um dos grãos mais cultivados no Braisl, o Catuaí é a variedade mais indicada para aqueles que preferem o café sem açúcar, pois é leve e suave em acidez. No entanto, por ser cultivada em altitude, o grão pode absorver com mais intensidade os açúcares naturais, o que resulta em um sabor bem acentuado.
       • Acaiá: procurado por aqueles que gostam de um café suave, bastante aromático e com notas frutadas. Essa variedade de café tem, ainda, um sabor achocolato e acidez média. Para conseguir uma bebida mais encorpada e de sabor intenso, muitos cafeicultores misturam o Acaiá com o Bourbon.
       • Topázio: esta variedade é o resultado do cruzamento entre os grãos de café Mundo Novo e Catuaí Amarelo. O Topázio é um café saboroso, suave e complexo, com uma resistência maior, indicado para o preparo de drinks e cafés gelados.
       • Icatu: uma boa escolha para café expresso, por ser muito encorpado. Pode também ser dividido entre Icatu Vermelho, Icatu Amarelo e Icatu Precoce, no qual é uma bebida de alta qualidade, com notas frutadas e boa acidez. Resultado do cruzamento entre os grãos Bourbon e Mundo Novo.
       • Caturra: semelhante ao Bourbon, pode ser encontrado tanto como Caturra Vermelho, como Caturra Amarelo. Muitos especialistas defendem que ela é resultado de uma mutação do Bourbon.
     
    Elaboração do Café
     

    A elaboração do café

    Visto os grandes processos minuciosos que o café possui, a sua elaboração pode ser feita de diferentes maneiras. Atualmente existe mais de dez formas de preparar um bom café. Há o filtro de papel, de pano, da prensa francesa, Moka, Ibrik, Hario V6o, Chamex, Aeropress, Clever, Soft Brew, Handspresso, entre outros. É importante lembrar que cada tipo de extração faz com que os sabores e aromas da bebida variem. Veja:
     
    • Coador de pano: uma das formas mais tradicionais, presentes nas casas, bares e padarias. Coloca-se o pó no coador e depois despeja-se água quente normalmente filtrando para dentro de um bule. É necessário ter cuidado com o tipo de pano e por quantas vezes ele será realizado.
     
    • Filtro de papel: também bastante tradicional e semelhante ao coador de pano, mas é utilizado o papel. A bebida apresenta com pouco corpo e retrogosto com notas de chocolate, baunilha, caramelo e avelã, e acidez cítrica.
     
    • Cafeteira italiana ou Moka: de maneira simples, é colocado água na parte de baixo da cafeteira e, na parte de cima, em um recipiente furado, o café. Depois, a parte de cima é rosqueada e a cafeteira colocada no fogo. Quando a água entra em ebulição, passa pelo pó e o líquido que sobe já está pronto e fica armazenado na parte superior.
     
    • Cafeiteira francesa ou Frech Press: a sua principal característica é a não utilização de energia elétrica ou filtros de papel. O seu processo de elaboração do café consiste em colocar o pó no fundo e misturar com água quente, deixando a mistura descansar por alguns minutos. Depois, é só empurrar o êmbolo para baixo para que o café seja filtrado.
     
    • Máquina de expresso: muito comum no mercado, no qual há diversos modelos. Geralmente, o café apresenta ser bem encorpado com retrogosto de chocolate, baunilha e caramelo, e leve acidez cítrica.

     

     

    ATENÇÃO - Confirmar com o evento ou local se o mesmo estará aberto ou
    acontecerá devido aos acontecimentos e do COVID-19.
     
     
     

    Bares em São Paulo

     
     

    Tudo sobre Cafeterias, Cafés e Barista

     
     

    Tudo sobre Marketing para Bares e Restaurantes

     
     

    Tudo sobre Bebidas

     
     

    Tudo sobre Gestão para Bares e Restaurantes

     
     

    Tudo sobre Equipamentos para Bares e Restaurantes

     
     

    Tecnologias para Bares e Restaurantes

     
     

    Tudo sobre Delivery

     

    BaresSP publicidade 980x90 bares


    topo