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Marcar no Google AgendaMuseu Afro Brasil inaugura exposição com mais de 150 obras sobre memórias afro-brasileiras
26/09/2026O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, no Parque Ibirapuera, inaugura em 26 de setembro a exposição “Nzo – Memórias Afro-brasileiras”, primeira mostra da Rede de Acervos Afro-brasileiros. Em cartaz até 28 de fevereiro de 2027, a exposição reúne mais de 150 obras e registros de 38 iniciativas de diferentes regiões do país voltadas à preservação, documentação e difusão de bens culturais afro-brasileiros.
Com curadoria compartilhada pela Rede de Acervos Afro-brasileiros, a mostra reúne esculturas, pinturas, objetos sagrados, vestimentas, discos, músicas, vídeos e fotografias. Os materiais são provenientes de museus, arquivos, comunidades tradicionais, quilombos, terreiros, pontos de memória e outras iniciativas. A coordenação curatorial é de Gabrielle Nascimento e Raissa Albano, com assistência de curadoria de Vinicius Sena Mendes.
A ideia de “casa” como ponto de partida
Em kikongo, “Nzo” significa “casa”. Nos candomblés de tradição Angola, o termo também está relacionado à casa de culto, entendida como espaço de convivência, pertencimento e transmissão de saberes. A partir desse conceito, a exposição aproxima diferentes acervos, territórios e formas de preservação da memória afro-brasileira. O percurso parte da ideia de que a memória também é mantida por meio da oralidade, dos corpos, das celebrações, dos objetos e das práticas comunitárias.
Logo no início da exposição, o público encontra “Baobá” (2006–2007), escultura monumental em madeira de Emanoel Araujo, que estabelece uma relação com temas como ancestralidade, permanência e transmissão da memória. Quatro núcleos apresentam diferentes dimensões da memória. A exposição está dividida em quatro núcleos, que abordam diferentes experiências afro-brasileiras e as maneiras pelas quais conhecimentos e referências culturais são preservados e transformados ao longo do tempo.
Nzo Sagrado – A casa dos ancestrais reúne objetos e registros relacionados à espiritualidade, aos saberes dos terreiros e à transmissão de conhecimentos ligados à ancestralidade. Nzo Festas – A casa vai para a rua apresenta manifestações como maracatus, congadas, afoxés, jongos, sambas e carnavais, destacando as celebrações como espaços de memória, sociabilidade e ocupação da cidade.
Nzo Beleza – A casa do corpo e da identidade aborda vestimentas, adornos e outras formas de expressão da identidade, tendo o corpo negro como espaço de memória e autorrepresentação.
Já Nzo Resistência – A casa que permanece reúne experiências relacionadas às lutas por território, movimentos sociais, quilombos e iniciativas de preservação documental realizadas pelas próprias comunidades e por instituições dedicadas à salvaguarda do legado afro-brasileiro.
Exposição é resultado de uma articulação nacional
A Rede de Acervos Afro-brasileiros foi proposta pela Associação Museu Afro Brasil em 2022, a partir de uma solicitação do Sistema Estadual de Museus de São Paulo (SISEM-SP) para integrar uma das redes temáticas do Programa Conexões Museus SP. A iniciativa foi lançada oficialmente em março de 2023 e passou a atuar no mapeamento e na divulgação de acervos, coleções e bens culturais afro-brasileiros de diferentes regiões do país.
Atualmente, a rede reúne 52 iniciativas, entre museus, arquivos, bibliotecas, povos e comunidades tradicionais, terreiros, quilombos, pontos de memória, sítios de memória, pontos de cultura e coleções particulares. Desse conjunto, 39 participam da exposição “Nzo – Memórias Afro-brasileiras”, segundo as informações divulgadas pelo Museu.
Serviços
Exposição: Nzo – Memórias Afro-brasileiras;
Período: 26 de setembro de 2026 a 28 de fevereiro de 2027;
Local: Museu Afro Brasil Emanoel Araujo - Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº, Portão 10, Parque Ibirapuera – São Paulo (SP);
Horários: Terça a domingo, das 10h às 17h, com permanência até as 18h.
Editado por Karina Rodrigues às 24/09/2026

























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