
Fogo Alto promove inovação colaborativa para transformar o food service
O objetivo de desenvolver soluções com IA para desafios reais do setor
O Fogo Alto busca aproximar empresas de tecnologia das demandas reais do food service brasileiro por meio de um ecossistema de inovação que reúne empresários, operadores, entidades representativas, especialistas e desenvolvedores. A iniciativa surge em um mercado que movimentou R$ 287,9 bilhões em 2025, crescimento de 10,1% em relação ao ano anterior, e representou cerca de 28,3% do mercado interno da indústria de alimentos.
A proposta é criar um modelo de inovação aberta no qual os diferentes elos da cadeia produtiva trabalham diretamente sobre problemas enfrentados no dia a dia das operações. A partir dessa colaboração, as soluções podem ser desenvolvidas, testadas e aprimoradas com a participação de profissionais que atuam no setor.
Hackathon transforma desafios reais em soluções
A primeira aplicação prática do projeto ocorreu durante o Hackathon Fogo Alto/Dinastia, realizado nos dias 3 e 4 de agosto, em São Paulo. Ao longo de dois dias, 61 participantes foram divididos em seis equipes multidisciplinares para desenvolver soluções para desafios operacionais do food service utilizando inteligência artificial e novas tecnologias.
Os problemas trabalhados pelas equipes foram apresentados por representantes da Abrasel, ABERC e IFB, que acompanharam o desenvolvimento das propostas. Dessa forma, os participantes não partiram de hipóteses ou estudos de caso, mas de demandas apresentadas por operações reais do setor.
Segundo, Carlos Keiichi, Founder e CEO do Fogo Alto, “O mercado já possui inúmeras startups desenvolvendo tecnologia. O desafio agora é criar soluções que nasçam conectadas às necessidades reais da operação e possam ser implementadas com rapidez, gerando impacto para todo o setor”, afirma.
Outro diferencial do hackathon foi a exigência de que as equipes apresentassem protótipos em funcionamento, e não apenas conceitos. A avaliação foi realizada por uma banca formada por operadores, empresários e representantes das entidades do setor, considerando critérios como aderência ao problema, uso efetivo da inteligência artificial, funcionamento ao vivo, viabilidade de implantação e qualidade da apresentação.
Soluções avançam para testes reais
Ao final da competição, as seis equipes apresentaram soluções funcionais. O TreinAI conquistou o primeiro lugar, enquanto as plataformas Conta Clara e Previa ficaram praticamente empatadas na segunda colocação.
O funcionamento das soluções durante as demonstrações ao vivo foi o critério mais bem avaliado pelos jurados. O resultado mostrou que as equipes conseguiram desenvolver aplicações práticas no período de 48 horas.
Por outro lado, a viabilidade de implantação apresentou a menor média entre os critérios avaliados, indicando o próximo desafio da iniciativa: acelerar a adoção das soluções em operações reais e aprimorá-las a partir da experiência prática.
Com o encerramento da primeira edição, três das soluções desenvolvidas iniciaram uma nova etapa de aceleração e passaram a ser testadas em operações reais. A iniciativa pretende consolidar um ecossistema permanente de inovação voltado ao food service, aproximando empresas, investidores, startups, operadores e entidades setoriais.
A proposta do Fogo Alto é utilizar a colaboração, a inteligência artificial e a inovação aberta para desenvolver tecnologias voltadas ao aumento da produtividade, redução de desperdícios, melhoria da gestão e ampliação da competitividade das empresas do setor.
Sobre o Fogo Alto
O Fogo Alto é um ecossistema de inovação voltado ao food service que conecta empresários, operadores, especialistas, startups e entidades do setor para desenvolver soluções a partir de desafios reais e transformá-los em oportunidades de crescimento.
Por meio da colaboração, da inteligência artificial e da inovação aberta, o movimento busca promover mais eficiência, competitividade e sustentabilidade para a cadeia de alimentação fora do lar.











