
Dia Nacional do Pão de Queijo: como o quitute mineiro virou queridinho das padarias paulistanas
Celebrado em 17 de agosto em versões tradicionais, recheadas e queijos
Poucos alimentos carregam tanta identidade brasileira quanto o pão de queijo. Tradicionalmente associado à culinária mineira, o quitute atravessou gerações e se espalhou pelo país, tornando-se presença frequente nas padarias. Celebrado em 17 de agosto, o Dia Nacional do Pão de Queijo marca a popularidade de um alimento que também ganhou novas versões nos balcões paulistanos.
Da cozinha mineira às padarias de São Paulo
A história do pão de queijo está ligada à culinária de Minas Gerais e ao uso do polvilho de mandioca na preparação de massas. Ao longo do tempo, a combinação com queijo deu origem ao quitute que se tornou um dos símbolos da gastronomia mineira.
Com a popularização da receita, o pão de queijo ultrapassou as fronteiras de Minas Gerais e passou a fazer parte da rotina alimentar de diferentes regiões brasileiras. Em São Paulo, ganhou espaço nas padarias e passou a dividir as vitrines com outros salgados tradicionais, como coxinhas e esfihas.
Servido quente, recém-saído do forno, o pão de queijo também se tornou uma opção comum para o café da manhã e o lanche da tarde.
Tradicional, recheado e com novos queijos
Nas padarias paulistanas, a receita tradicional divide espaço com versões que exploram diferentes tipos de queijo e recheios. Entre as opções estão preparações com queijo meia cura, parmesão e canastra, além de combinações com ingredientes salgados, como presunto, calabresa, requeijão e frango.
As versões doces também aparecem nas vitrines, com recheios como doce de leite, goiabada e creme de avelã. Há ainda preparações que apostam em diferentes métodos de preparo, como o pão de queijo frito, além de opções sem lactose.
A variedade transformou o quitute em uma base para outras criações. Além de ser servido individualmente, o pão de queijo pode aparecer em sanduíches e outras combinações desenvolvidas pelas próprias padarias.
Um quitute que atravessa gerações
Para Rui Manuel Rodrigues Gonçalves, presidente do Sampapão, entidade que representa o setor de panificação e confeitaria de São Paulo, a popularidade do pão de queijo está relacionada à capacidade de agradar diferentes públicos.
“O pão de queijo tem algo raro: agrada a todo tipo de paladar e atravessa gerações. É um dos primeiros salgados que a criança aprende a pedir na padaria, e também um dos que o adulto nunca deixa de comer.”
Segundo Gonçalves, o alimento também passou a fazer parte da rotina dos paulistanos em diferentes momentos do dia.
“Em São Paulo, ele virou parte do dia a dia da cidade, esteja no café da manhã, no lanche da tarde ou naquele salgadinho rápido antes de voltar ao trabalho. É um símbolo de como a cultura mineira se espalhou e se reinventou dentro das nossas padarias.”
Do clássico às novas versões
A presença de diferentes formatos e recheios mostra como o pão de queijo deixou de ficar restrito à receita tradicional. Nas padarias de São Paulo, o quitute pode ser encontrado tanto em sua versão clássica quanto em combinações que incorporam novos ingredientes.
Mesmo com as mudanças, a base continua reconhecível: uma massa feita com polvilho e queijo, preparada para ser consumida quente e que, décadas depois de sua popularização, permanece entre os itens presentes no cotidiano das padarias.











