
Grande sucesso da Broadway, musical “West Side Story” estréia em São Paulo
Grande sucesso da Broadway, musical “West Side Story” estréia em São Paulo
Com música de Leonard Bernstein, letras de Stephen Sondheim, texto de Arthur Laurents e baseado na premiada coreografia de Jerome Robbins, essa primeira montagem teatral brasileira de West Side Story, o musical que revolucionou a Broadway, terá direção geral, iluminação e 12 cenários de Jorge Takla, além de aproximadamente 200 figurinos elaborados por Fábio Namatame. A versão brasileira será assinada por Cláudio Botelho e a direção musical ficará a cargo do maestro Luis Gustavo Petri. A responsável pela adaptação da coreografia original será a diretora associada Tânia Nardini.
Ambientada em Manhattan nos anos 60, West Side Story conta a história de amor de Tony e Maria. Trata-se de uma adaptação do clássico Romeu e Julieta, de Shakespeare, que nasce em meio à rivalidade de duas gangues de rua, os Jets, formada pelos americanos, e os Sharks, formada pelos imigrantes porto-riquenhos. O amor do casal protagonista floresce em meio ao ódio e a briga das duas gangues e seus códigos de honras, tal qual a desavença histórica entre os Capuletto e Montechio, retratando os conflitos de uma juventude que crescia embalada ao som do mambo, do rock e inspirada na rebeldia de James Dean.
"É um espetáculo que foi concebido em 1957, mas que poderia perfeitamente se passar na periferia de qualquer cidade do mundo atualmente. E esse foi um dos fatores que me fizeram escolher esta peça. Ela trata de assuntos muito importantes nos dias de hoje, como o preconceito racial, social, o fanatismo religioso e todos esses conceitos que manipulam os jovens e geram violência e morte", esclarece Jorge Takla, produtor e diretor do espetáculo. "Nesses 30 anos trabalhando com musicais, West Side Story sempre fez parte dos meus projetos, pois, assim como My Fair Lady e Cabaret, trata-se de um dos marcos mais importantes do teatro musical, talvez o maior deles, englobando temais universais e atuais desde os anos 50. Este musical me toca não só como diretor e produtor, mas também como ser social, pois envolve temas cuja discussão considero imprescindível, como preconceito e civilização", complementa Takla.
Eleito pela BBC Music Magazine em novembro de 2007 como o maior músico moderno de todos os tempos, Leonard Bernstein, cuja comemoração de 90 anos será realizada em 2008, foi o responsável por canções como "Maria", "Tonight", "América" e "I Feel Pretty", fazendo de West Side Story um dos musicais mais premiados de todos os tempos, tanto no espetáculo realizado em 1957, como em sua versão para o cinema, em 1961, que recebeu 11 estatuetas do Oscar, incluindo melhor filme, melhor direção e melhor realizador.
Graças a seu aspecto revolucionário, a coreografia de Jerome Robbins trouxe para os musicais uma linguagem mais moderna, jovem e ágil de tudo que tinha sido feito anteriormente na Broadway, sendo considerada, até os dias de hoje, a melhor já concebida para um musical.
"Trata-se de um dos espetáculos mais importantes da história, pois revolucionou a linguagem dos musicais, inaugurando uma maneira diferente e extremamente intensa de dançar, cantar e interpretar. Ao mesmo tempo em que a história se baseava no clássico Romeu e Julieta, também abordava temais atuais, reais e vivos, como a violência urbana, o conflito de gerações, a vida sexual dos adolescentes, e isso constituía uma novidade extraordinária no Broadway daquela época.", conta Takla. "Além disso, também era a primeira vez em que atores usavam jeans e tênis no palco e que um musical terminava com uma grande cena dramática teatral, não musical, sem concessões, abordando temas como amor e violência com muita humanidade".
Cenário e iluminação
Criados por Jorge Takla, os 12 cenários utilizaram aproximadamente 15 toneladas de material e são inspirados na cidade de Nova Iorque, onde a história se desenrola, contendo muitas referências urbanas, como grandes estruturas de ferro que reproduzem habitações populares com escadas de incêndio, paredes de tijolos, terrenos baldios e até quadras de basquete.
O conceito adotado por Takla para a construção dos cenários pode ser dividido em duas dimensões, a realista, analisada pelos prismas da comédia e do drama, e a do trágico, cuja tendência operística permite enxergar toda a universalidade da obra.
Um dos destaques do cenário é o espelho monumental de 8 metros que inclina-se sobre os atores na cena do baile, conferindo um plano visual surpreendente para a platéia. A iluminação também pode ser considerada um efeito especial, sendo responsável por algumas das muitas transformações do palco.
O musical
Com a direção musical brasileira assinada pelo maestro Luis Gustavo Petri e a regência a cargo de Vânia Pajares, as músicas de West Side Story são de autoria de Leonard Bernstein, com letras assinadas por Stephen Sondheim. Bernstein carrega o mérito de ter derrubado barreiras dentro da música erudita, trazendo elementos populares e contemporâneos para o universo da ópera e uma música mais refinada e cerebral para o mundo dos musicais. São 35 intervenções musicais, entre canções, balés e música incidental.
Os números musicais apresentados são:
1) Canção dos Jets (Jet Song)
2) Talvez (Something's coming)
3) Mambo (The dance at the Gym-Blues)
4) Maria (Maria)
5) Cena Balcão
6) América (América)
7) Calma (Cool)
8) Casamento (One hand One heart)
9) Você (Tonight)
10) Tão Bonita (I feel preatty)
11) Um lugar para nós (Somewhere)
12) Guarda Krupke (Gee, Officer Krupke)
13) Só mais um (A Boy like that)
Coreografia
A montagem brasileira de West Side Story será baseada na coreografia original e premiadíssima de Jerome Robbins, adaptada para o Brasil pela diretora associada Tânia Nardini, com a colaboração do coreógrafo americano Gary Chryst. Além de ser um profundo conhecedor da obra de Robbins, com quem trabalhou durante muitos anos no Joffrey Ballet de Nova York, Chryst já interpretou o papel de Bernardo em uma das muitas montagens do espetáculo pelo mundo.
Misturando elementos de balé clássico, mambo, blues e jazz, Nardini também introduziu na preparação dos atores elementos de acrobacia, para aperfeiçoar a precisão e a confiança entre eles, incentivando o desenvolvimento do trabalho coletivo, pois as cenas de luta entre as gangues requerem bastante exatidão.
Uma dos aspectos mais revolucionários da coreografia de West Side Story é o passo que se transforma em gesto e que, por sua vez, se transforma em ação. Toda a pesada e sólida técnica de dança utilizada no espetáculo não se revela para o público, pois a coreografia se transforma em atitudes e movimentos que identificam o comportamento das personagens.
Figurino
Concebido por Fábio Namatame, o espetáculo é composto por 200 figurinos, com aproximadamente 4 exemplares de cada um, totalizando mais de 700 peças, nas quais foram utilizados 2 km de tecido. Todos os atores fazem pelo menos seis trocas de roupa, sendo que, para as protagonistas Bianca Tadini e Sara Sarres, este número sobe para oito. Os exemplares extras de cada figurino são utilizados por causa das muitas substituições de peças decorrente da transpiração dos atores e bailarinos devido grande esforço físico exigido em cada uma das cenas. Inspirado nos anos 50 e 60, os jeans são alguns dos destaques do figurino masculino. Já no feminino, as anáguas são as estrelas.
Para suprir a demanda dos muitos jeans necessários para o figurino, devido ao grande número de atores, substituições e trocas, uma fábrica foi contratada para produzi-los em série, customizados com o mesmo padrão, além do acabamento final conferir um aspecto usado aos modelos das calças.
Tradução e versão
A versão brasileira de West Side Story foi traduzida e adaptada por Cláudio Botelho, já familiarizado com as letras de Stephen Sondheim, tendo trabalhado anteriormente nas versões de Company e Lado a Lado com Sondheim.
Quanto aos termos usados pelas gangues - uma hispânica e outra americana -, Cláudio afirma que sua idéia foi universalizar a história, mesmo ela transcorrendo claramente em Nova York, não forçando os sotaques e nem transpondo-os para uma região específica, para não distanciar o público brasileiro.
Elenco
O elenco de West Side Story é composto pelos atores: FRED SILVEIRA (TONY), BIANCA TADINI (MARIA), SARA SARRES (ANITA), FRANCARLOS REIS (DOC), ADALBERTO HALVEZ (BERNARDO), LUCIANO ANDREY (RIFF), além de Ricardo Pettini (Detetive Shrank), Roberto Borges (Gland Hand e Guarda Krupke), Gabriel Malo (Action), Carlos Leça (Luis), Renata Bardazzi (Anybodys), Arízio Magalhães (Chino), Gianna Pagano (Graziella), André Neri (Gee-Tar), Andressa Corso (Velma), Carolina Kimie (Margarita), Ciça Simões (Rosária), Daniel Caldini (Índio), Daniela Vegga (Teresita), Diego Meija Neves (Mouthpiece), Fábio Porto (Snow Boy), Gisele Gonçalves (Estella), Guilherme Logullo (A-Rab), Guilherme Pereira (Baby John), Gustavo Lassen (Diesel), Hélcio Mattos (Pepe), Julia Duarte (Clarice), Leonardo Wagner (Big Deal), Marcelo Pereira (Anxious), Mariana Barros (Pauline), Paulo de Melo (Swing), Priscila Sanches (Consuelo), Rafael Marão (Tiger), Renata Sampaio (Francisca), Ricardo C. Barbosa (Moose), Ronnie Oliveira (Nibbles), Thiago Jansen (Swing), Uiliam Amaral (Toro), Vanessa Costa (Minnie) e Welton Nascimbene (Juano).
Protagonistas
Fred Silveira (Tony): Seu último trabalho foi no musical My Fair Lady (Prêmio Qualidade Brasil 2007 melhor espetáculo musical) , como Freddy Eynsford-Hill. Integrou o elenco da montagem brasileira do espetáculo O Fantasma da Ópera, temporada 2005/2006 como cover dos personagens O Fantasma, Raoul e Piangi. Fez o papel de Marius na montagem brasileira de Les Misérables e atuou como Jesus no musical Godspell, recebendo por esse papel o Prêmio Qualidade Brasil 2002 de melhor ator. Foi solista nas montagens das óperas O Barbeiro de Sevilha (1999) e A Flauta Mágica (1999).
Bianca Tadini (Maria): Atuou em My Fair Lady como cover de Eliza Doolittle, personagem principal, além de fazer parte do ensemble. Interpretou Dorothy, na montagem de O Mágico de Oz, foi cover de Christine, em O Fantasma da Ópera, e atuou nos papéis de Clementina, em Aí vem o Dilúvio, e Mrs Cohen, em Rent. Formada pela The American Musical and Dramatic Academy (NYC), Bianca teve aulas de canto nos Estados Unidos com Mary Setrakian (preaparadora vocal de Nicole Kidman para o filme musical "Moulin Rouge" e vocal coach dos elencos de "Aida" e "The Lion King"). Foi vocalista da banda ''The Gig'', que tinha em seu repertorio covers de sucessos pop-rock dos anos 70, 80, e 90.
Sara Sarres (Anita): Atuou nos seguintes musicais: O Fantasma da Ópera (Christine), Les Misérables (Cosette), Comunitá - O Musical (Antônia), Cole Porter - Ele nunca disse que me amava (Elizabeth Marbury), O Mágico de Oz (Glinda), Godspell (Maria Magdalena), entre outros. Seu último trabalho foi em Emoções que o Tempo não Apaga, com direção cênica de Bibi Ferreira. Iniciou seus estudos de música aos 6 anos na Escola de Música de Brasília. Ganhou uma bolsa de estudos para o "IVAI 2000 Summer Opera Program" em Tel Aviv - Israel onde teve aula com os mais renomados cantores, professores, maestros, atores e diretores da atualidade.
Francarlos Reis (Doc): Fez sucesso com o personagem Alfred Doolittle, em My Fair Lady, seu último trabalho no teatro. Alguns de seus principais trabalhos na área são: Operação Abafa (2006), de Jandira Martini e Marcos Caruso, com direção de Elias Andreato; Preso na Rede (2005), com direção de José Renato; Galeria Metrópole (2004), de Mário Ferraz, com direção de Paulo Capovilla; Abajur Lilás (2002), de Plínio Marcos, com direção de Sérgio Ferrara; Porca Miséria (1996), de Jandira Martini e Marcos Caruso, com direção de Gianni Ratto; Gertrude Stein (1996), de Alcides Nogueira, com direção de Antonio Abujamra; Procura-se um Tenor (1995), de Ken Ludwig, com direção de Bibi Ferreira; entre outros. Sob direção de Jorge Takla, já atuou em: Medéia (1997), de Eurípides; Pequenos Burgueses (1990) e O Jardim das Cerejeiras (1982)
Adalberto Halvez (Bernardo): Ator, cantor e bailarino, atuou em My Fair Lady (2007), O Fantasma da Ópera (2006/2005), Chicago (2004), A Bela e a Fera (2003/2002), Aqui se Faz, Aqui se Paga (2001), O Beijo da Mulher Aranha (2000), Não Fuja da Raia (1991/1996), entre outros. Em TV, atuou na novela Zazá, de Jorge Fernando, na mini-série Chiquinha Gonzaga, no Programa da Xuxa, além de diversas outras participações em novelas e programas. Formou-se na escola de teatro O Tablado (RJ), Oficina de Atores da Rede Globo (SP) e a Oficina de cinema do Instituto Dragão do Mar (CE). Também cursou Ballet Clássico, Dança Moderna, Jazz, Sapateado, Dança Contemporânea e Canto.
Luciano Andrey (Riff): Seus últimos trabalhos em teatro foram nos espetáculos My Fair Lady (2007), Rapsódia dos divinos, de Paulo Ribeiro (2006), Sonhei que um peixe tirava a roupa e ficava nu, dir Cristiane Paoli Quito (2005), A Ópera do Malandro, dir Iacov Hillel, Macbeth, dir Celso Frateschi, entre outros. Em TV, atuou em "Carandiru - Outras histórias", Rede Globo, com direção de Walter Carvalho roteiro de Hector Babenco, Fernando Bonassi e Victor Navas. Também exerceu a assistência de direção e produção do Musical "South American Way'', com direção de Rogério Matias, na Casa de Artes Operária em 2006. Formado pela Escola de Artes Dramáticas, também fez cursos de expressão corporal, expressão vocal, técnica de canto e preparação para musical.
CARTÕES AMERICAN EXPRESS APRESENTAM: WEST SIDE STORY
PATROCÍNIO: BRADESCO PRIME
ESTRÉIA PARA PÚBLICO: 08 DE MARÇO DE 2008 (SÁBADO)
TEMPORADA: ATÉ 27 DE JULHO
Sessões: De quinta a domingo / Horários: Quinta e sexta 21h / Sábado 17h e 21h / Domingo 18h / Preços: de R$ 40,00 a R$ 150,00 / Duração: 2h20 com intervalo de 15 minutos
Preços: Sessões de Quinta-feira
VIP - R$ 130,00 / Platéia - R$110,00 / Balcão1: R$ 80,00 / Balcão2: R$ 40,00
Sessões de Sexta-feira e Domingo
VIP - R$ 140,00 / Platéia: R$ 120,00 / Balcão1: R$ 90,00 / Balcão2: R$ 60,00
Sessões de Sábado, nos dois horários:
VIP- R$ 150,00 / Platéia: R$ 140,00 /Balcão1: R$ 100,00 / Balcão2: 60,00
Teatro Alfa:Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722 - Sto. Amaro / Informações: (11) 5693-4000 e 0300 789-3377 / Site: www.teatroalfa.com.br
Lugares: 1110 + 8 lugares para deficientes / Estacionamento:
Estacionamento: R$ 9,00 (sem manobrista) e R$ 18,00 (Vallet)
Possui ar condicionado e acesso para deficientes / Censura: 12 anos
Ingressos por Telefone: 5693-4000 e 0300-789-3377 (Serviço exclusivo do Teatro Alfa): venda efetuada com cartões de crédito (Amex, Visa, MasterCard e Diners Club), de segunda a sábado, das 11h às 19h, e domingos das 11h às 17h. Em dias de eventos até uma hora antes do início dos mesmos. Os ingressos poderão ser retirados no próprio teatro no dia do espetáculo (sem taxa de conveniência).
Ingressos na Bilheteria do Teatro Alfa: venda efetuada com cartões de crédito (Amex, Visa, MasterCard, Diners Club), cartões de débito (Visa Electron e Redeshop) ou dinheiro, de segunda a sábado, das 11h às 19h, e domingos das 11h às 18h. Em dias de eventos até o início dos mesmos.
Via Internet pela Ingresso Rápido (com taxa de conveniência): 4003-1212 / www.ingressorapido.com.br











