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    Os últimos dias de Michael Jackson na Rolling Stone Brasil de agosto

    Os últimos dias de Michael Jackson na Rolling Stone Brasil de agosto

    Por LINHAS & LAUDAS | 20 de Agosto 2009 - Publicado em 17 Agosto 2009


    O esforço do ídolo para superar a crise financeira, o vício em drogas e as conturbadas relações familiares antes de morrer

    Mais de um mês se passou desde a morte de Michael Jackson, mas os mistérios em torno dos seus últimos dias permanecem. Por isso, a Rolling Stone Brasil (www.rollingstone.com.br) de agosto sai novamente com duas capas: Raul Seixas, por ocasião dos 20 anos de sua morte, e o rei do pop.

    A matéria sobre Michael, construída a partir de depoimentos exclusivos de amigos e colaboradores à Rolling Stone, conta seu exaustivo trabalho para voltar aos palcos e apagar a imagem negativa que o mundo fazia dele. "Frank", falou Jackson a seu empresário poucos meses antes de sua morte, "temos que fazer o maior show da Terra".

    E ele quase conseguiu: todos que assistiram aos ensaios da turnê This Is It concordam que o artista estava em sua melhor forma. "Ele queria que as pessoas vissem seu trabalho e não falassem apenas de seu estilo de vida. Michael era um homem de marketing muito inteligente. As pessoas dizem que era fraco e manipulado, mas era poderoso e um manipulador", afirma Randy Phillips, CEO da AEG Live, que estava produzindo os shows.

    A família maluca, as plásticas malfeitas, os dois divórcios, as acusações de abusos contra menores, os problemas financeiros que o deixaram com uma dívida estimada em US$ 500 milhões de dólares. Antes de assumir o compromisso com os produtores de This Is It, o ídolo encontrava-se em uma espiral decadente há vários anos.

    Sem dinheiro e fisicamente debilitado, chegou a parar de comer com medo que o envenenassem. Mas, a necessidade de dinheiro - fontes revelam que seu gasto anual girava em torno de US$ 35 milhões - e de mostrar ao mundo que ainda podia ser grande fizeram com que Jackson voltasse a trabalhar. "Ele estava pronto para parar de viver como um vagabundo e se estabilizar e ganhar dinheiro novamente. Michael não era burro - sabia que uma fada madrinha não viria", afirma Phillips.

    Além dos shows, Jackson também trabalhava em um novo álbum pop e em uma coletânea de instrumentais em estilo clássico, como pode ser lido em uma reportagem especial, anexa à matéria, sobre o legado musical do rei do pop e o destino do grande material que ele cantou e permaneceu inédito. "Não dormi muito noite passada", contava ao coreógrafo Kenny Ortega. "Fiquei acordado trabalhando nas músicas.

    É quando a informação vem, e, quando vem, você tem que trabalhar." Preocupado com seu cansaço, Ortega perguntava se a inspiração não podia esperar até o fim dos shows. "Não, ou ele pode dar essas ideias ao Prince", respondia Jackson, que acreditava em uma entidade superior que o inspirava. Para Tommy Mottola, ex-CEO da Sony Music, qualquer trabalho novo ou antigo será extremamente viável comercialmente. "Com sua morte, garotos que nunca haviam ouvido falar muito dele antes estão se tornando uma nova leva de fãs de Michael Jackson. Novos públicos escutarão, comprarão e dançarão com sua música por décadas", afirma.

    Nos ensaios, Jackson começava a assumir o comando rapidamente, apesar do vício em drogas e dos problemas físicos (Ortega chegou a alimentá-lo como a uma criança). Quem presenciou a apresentação em sua última noite ficou maravilhado. Quando Jackson saiu do palco, abraçou o empresário Frank DiLeo. "Esta é nossa vez novamente", disse. "Ele estava resplandecente", lembra Ortega. Enquanto os artistas começavam a ir embora, Phillips acompanhou Jackson até seu carro e Michael o abraçou. "Obrigado por me fazer chegar até aqui. Consigo assumir a partir daqui. Sei que posso fazer isso", falou.

    Frases

    "Quando o show começar, não quero ser contido em nada. Quero que esta seja a abertura mais espetacular que o público já viu. Quero que não consigam dormir, de tão mesmerizados com o que viram."

    Michel Jackson a seu coreógrafo, Kenny Ortega, sobre os shows da turnê This Is It

    "Olha, meu corpo é o mecanismo que aciona todo este negócio. Como Obama, preciso de meu próprio médico me atendendo 24 horas por dia."

    Michael Jackson, sobre o pagamento de US$ 150 mil mensais ao médico pessoal Conrad Murray

    "Teve gente que me disse que eu estava louco, que ele me decepcionaria. Mas simplesmente acreditei nele. Quantas vezes em sua carreira você consegue tocar a grandeza? Achei que o risco valia a pena."

    Randy Phillips, CEO da AEG Live

    Sobre a Rolling Stone
    Fundada em 1967 por Jann Wenner (editor até hoje) e Ralph J. Gleason, a Rolling Stone nasceu no fervor da contracultura hippie dos anos 60. Numa época em que as revistas em circulação desprezavam a cena musical, foi o primeiro veículo a tratar o assunto seriamente. Logo se tornou conhecida por permitir a livre expressão tanto do artista quanto de seus jornalistas, fazendo história com artigos pungentes sobre sexo, drogas, comportamento e política sem rabo preso. No Brasil, a publicação retorna pelas mãos da Spring Comunicações.

     

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