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    Mitos e verdades sobre a maionese

    Especialistas analisam o produto caseiro e o industrializado

    Por Barcelona Soluções Corporativas  | 12 de Janeiro 2010 - Publicado em 11 Janeiro 2010


    Presente por muitos anos na lista dos vilões da saúde, a maionese - ao contrário do que muitas pessoas imaginam - pode, sim, fazer parte de uma alimentação saudável. Da maneira como é fabricada pela indústria atualmente, possui ingredientes naturais e é fonte de gorduras boas, vindas do óleo vegetal e essenciais para o bom funcionamento do organismo.

    "O mito de que a maionese é prejudicial à saúde está certamente associado à maionese caseira", esclarece o Dr. Durval Ribas Filho, médico nutrólogo e presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran). O especialista explica que a receita feita em casa é preparada com uma quantidade maior de ovos e óleo, e apresenta mais calorias e colesterol. Além disso, como é feita com ovos crus, favorece a contaminação pela bactéria salmonela.

    A maionese industrial é fabricada com óleos vegetais, água, ovos, limão ou vinagre, e contém gorduras de boa qualidade, poliinsaturadas e monoinsaturadas, além de ácidos graxos essenciais, como o ômega 3 e ômega 6. Para o Dr. Valter Makoto Nakagawa, médico nutrólogo e vice-presidente da Abran, nos últimos anos a indústria tem reduzido a quantidade de óleo e de ovos, propiciando teores de gordura e colesterol muito inferiores aos da maionese caseira.

    "O benefício da maionese está relacionado aos benefícios do consumo de gorduras consideradas boas para o organismo. Neste caso, a substituição de fontes de gorduras saturadas e colesterol, presentes em alguns alimentos, pelas gorduras boas da maionese industrializada é uma boa opção para a saúde", aponta o Dr. Makoto.

    Maionese nas dietas alimentares

    O médico nutrólogo Dr. Luiz Roberto Queroz, diretor da Abran, considera que, de maneira geral, a maionese produzida pela indústria pode fazer parte de qualquer dieta, mesmo aquelas cujo objetivo é perder peso, pois é um alimento de baixo valor calórico. "Para as pessoas com dietas mais restritivas, é mais indicado o consumo de maioneses light, presentes atualmente no mercado", comenta o especialista. Ele completa que, como qualquer outro alimento, ela deve ser consumida com moderação.

    Atenção à conservação

    A maionese industrializada não deve ser consumida fora do prazo de validade. "Apesar de ser mais segura que a maionese caseira, o consumo após a manipulação e aplicação em receitas deve ser realizado no mesmo dia", alerta o Dr. Ribas. "É preciso ficar atento ao prazo de validade, que geralmente é de seis meses", conclui.

    O que mito e que é verdade sobre a maionese:

    Os mitos e suas explicações:

    Maionese industrializada é melhor do que a caseira - Maionese industrializada utiliza cada vez menos ovos e óleo em sua composição, e é menos suscetível à ocorrência da bactéria salmonela.

    Maionese caseira tem menos calorias que a industrializada - Na verdade, é o contrário: por utilizar mais óleo e ovos, as versões caseiras são muito mais calóricas do que as industrializadas

    Maionese estraga fora da geladeira - Como a maionese caseira é feita com ovos crus, o correto é guardar a maionese na geladeira, onde há menos riscos de ocorrência da salmonela, e devem ser consumidas preferencialmente no mesmo dia. Maioneses industrializadas também devem ser conservadas em geladeira, respeitando-se as orientações de validade do fabricante.

    Maionese é prejudicial à saúde -  Essa ideia está provavelmente relacionada à maionese caseira, que contém mais calorias, gorduras e colesterol. Entretanto, as versões industrializadas são fonte de gorduras boas e têm baixo valor calórico.
    Maionese engorda Atualmente, as maioneses industrializadas já apresentam valor calórico muito baixo - menor que o da manteiga, margarina vegetal, requeijão ou azeite, por exemplo. Mas é recomendável seu consumo com moderação, como qualquer outro alimento.


    Sobre a Abran

    A Abran é uma entidade médica científica reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina. Fundada em 1973, dedica-se ao estudo de nutrientes dos alimentos, decisivos na prevenção, no diagnóstico e no tratamento da maior parte das doenças que afetam o ser humano, a maior parte de origem nutricional. Reúne 3.200 associados, entre médicos nutrólogos, cientistas, pesquisadores e profissionais na área de nutrição, que atuam no desenvolvimento e atualização científica em prol do bem estar nutricional, físico, social e mental da população.

    Para contribuir ainda mais com a manutenção da saúde da sociedade brasileira, a Associação criou o Selo de Aprovação Abran, que atende às exigências do consumidor com relação à qualidade e segurança dos alimentos. Somente recebem o Selo de Aprovação Abran produtos que foram submetidos a critérios rigorosos de aprovação, encontrando-se de acordo com protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Ministério de Estado da Agricultura.

     

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