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    As origens do lendário Raul Seixas nos 20 anos de sua morte

    As origens do lendário Raul Seixas nos 20 anos de sua morte

    Por LINHAS & LAUDAS | 21 de Agosto 2009 - Publicado em 17 Agosto 2009


    Rolling Stone Brasil de agosto traz reportagem com depoimentos dos primeiros colaboradores, artigo especial de Paulo Coelho e fotos inéditas desde a década de 70.
    Em agosto, a Rolling Stone Brasil (www.rollingstone.com.br) sai mais uma vez com duas capas, Raul Seixas e Michael Jackson. Nas matérias internas, os últimos dias do rei do pop e os primeiros do mito do rock brasileiro. Raul Seixas morreu em 21 de agosto de 1989, 20 anos atrás. "Ao contrário do que manda o figurino, eu senti uma profunda alegria.
    Parecia que, naquele momento, Raul estava livre, bem, contente. Tinha vivido a lenda da vida dele, feito tudo o que achava que tinha que fazer", afirma Paulo Coelho, o escritor mais lido do mundo, em artigo exclusivo para a revista.

    No texto, o autor conta sua conturbada relação com Raul. "Era uma competição acirrada. Eu era o intelectual que sonhava em morrer imcompreendido, e Raul tinha esse poder de comunicação muito grande". Coelho afirma que foi ele quem apresentou as drogas e as sociedades secretas ao músico. "Será que fiz bem? Raul entrou de cabeça nisso tudo.
    Em dado momento, eu disse: 'Chega, parei'. Mas Raul continuou, uma escolha absolutamente consciente, e ninguém pode julgá-lo por isso", escreve. "Nunca o vejo como uma vítima do sistema ou um cara que entrou num processo de autodestruição. Eu sempre demonstrei certo receio, mas ele dizia que eu não me preocupasse: estava fazendo exatamente o que queria". Coelho finaliza dizendo que só chorou a morte do amigo seis meses depois, e que hoje, enfim, Raul recebe o respeito que merece.

    A reportagem sobre as origens de Raul narra o início de sua trajetória, na década de 60, com o grupo Os Panteras (que voltou à ativa em 2009), a fase como produtor da gravadora CBS e o recomeço da carreira de músico, com o disco Sessão das 10. "Esse sou eu. Não sou produtor porra nenhuma!; sou artista", confessou Raul ao produtor Mauro Motta sobre seu retorno.
    A matéria conta também o episódio em que o produtor Carlos Imperial rejeitou Os Panteras. "Entrem no primeiro ônibus de volta para a Bahia. Esse tipo de música tem 14 mil conjuntos fazendo igual. Raulzito, ainda por cima, é nome de cantor de bolero", afirmou Imperial na época.

    Derrubando sua fama de satanista, Toninho Buda, autor do livro A Paixão Segundo Raul Seixas, afirma que o roqueiro não tinha nada a ver com o diabo da igreja, e sim com Lúcifer, que entregou a luz do conhecimento aos homens. "Os evangélicos sempre disseram que ele era filho do capeta. Montavam piquetes na porta de seus shows, tentando impedir que as fãs entrassem na sua 'Panela do Diabo'", disse. Por fim, o irmão Plínio Seixas sintetiza os primeiros anos de Raul. "Vivemos a infância dos meninos travessos. James Dean foi nosso herói; Juventude Transviada, nossa escola", afirmou.

    O site da Rolling Stone Brasil (www.rollingstone.com.br) traz uma galeria de fotos eclusivas de Raul Seixas. As imagens são de autoria de Conceição Almeida, fotógrafa histórica da música brasileira na década de 70.

    Outros destaques dessa edição

    Também na Rolling Stone Brasil desse mês, a crise financeira, o vício em drogas e as conturbadas relações familiares nos últimos dias de Michael Jackson. E ainda: Cristovam Buarque fala sobre a crise no senado, a nova fase de Ana Cañas, um ensaio de moda com a revelação Renata Sozzi, e os filmes de rock que estreiam esse ano.

    Sobre a Rolling Stone
    Fundada em 1967 por Jann Wenner (editor até hoje) e Ralph J. Gleason, a Rolling Stone nasceu no fervor da contracultura hippie dos anos 60. Numa época em que as revistas em circulação desprezavam a cena musical, foi o primeiro veículo a tratar o assunto seriamente. Logo se tornou conhecida por permitir a livre expressão tanto do artista quanto de seus jornalistas, fazendo história com artigos pungentes sobre sexo, drogas, comportamento e política sem rabo preso. No Brasil, a publicação retorna pelas mãos da Spring Comunicações.

    Sobre a Spring Publicações
    O Grupo Spring, formado pela Spring Editora-Produtora Ltda. e pela Spring Publicações Ltda, sob direção de José Roberto Maluf, é responsável pela versão nacional da Rolling Stone, conhecida internacionalmente, além das revistas Aero Magazine, Cavallino, VoeTRIP, Docol e Rossi, criando e produzindo conteúdo para mídias impressas, audiovisuais e digitais e desenvolvendo o conteúdo e as ações de marketing personalizados e segmentados para públicos diversos.

     

     
     
     

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