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    Virada Cultural pelo BaresSP

    Confira a Virada Cultural pelo BaresSP

    Por David Santos | 06 de Maio 2009 - Publicado em 05 Maio 2009


    O site BaresSP deu uma passada pelos palcos mais agitados da Virada Cultural, essa que chegou a sua 5º edição com mais de 800 atrações e arrastando um público de 3 milhões de pessoas. Confira nossas impressões.

    Marcelo Camelo. 0h

    Chegamos por volta da meia-noite quando o carioca Marcelo Camelo subiu ao palco da Avenida São João. Calado e com cara de poucos amigos o ex-integrante do Los Hermanos acompanhado da banda paulista Hurtmold, mostrou os primeiros acordes de "Passeando" - de Sou (2008), seu disco solo. A música que tem somente 13 palavras foi cantada por uma grande parcela do público, que parecia que foi à Virada apenas para ver o hermano. Sem poucas palavras, Camelo foi se rendendo aos fãs e soltou até um sorriso simpático de muito obrigado.

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    Em meio aos assobios de “Doce Solidão”, casais modernos dançavam no ritmo romântico da canção. Porém, o momento mais animado do show foi quando a plateia de tanto pedir alguma música do Los Hermanos foi atendida com as canções “Morena” e “Pois É” (ambas do álbum 4).

    O Show foi cadenciado típico do cantor e dificilmente Marcelo Camelo terá um público tão grande como teve na Virada, segundo a PM, 70 mil pessoas estavam ali. Para fechar o show, de pouco menos de uma hora, Camelo tocou “Além Do Que Se Vê”, também dos hermanos.
     



    Curumin. 1h50

    Seguimos até o palco “Novos Talentos” situado no largo Sta. Efigênia para ver a apresentação do Curumin, multi-instrumentista que vem arrancado grandes elogios da crítica musical e até teve seu trabalho reconhecido nas páginas do The New Yorke Times. O show começou pontualmente às 1h50 da madrugada de domingo.

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    Curumin subiu ao palco junto com sua banda de apoio formado por um baixo e um operador de MPC que em algumas músicas tocava uma conga. O show foi baseado nos dois discos (Japa Pop Show e Achados e Perdidos). Mesmo com o som das caixas falhando o público se animou com as músicas “Guerreiro e Compacto” que foram o ponto forte do show.

    Com muito improviso tocando bateria e cantando ao mesmo tempo Curumin provou o porque de ser uma grande promessa da música brasileira, suas levadas samba-rock, reggae e dub anima até mesmo quem nunca ouviu suas músicas.
     



    Tim Maia Racional - BNegão, Thalma de Freitas, Instituto e Carlos Dafé 3h

    Chegar em um local bacana para ver o show foi típico de uma missão impossível. Mas com muito sufoco chegamos um lugar parcialmente bom. Completamente lotada a Av. São João esperava ansiosa para ver as músicas da fase digamos menos doida de Tim Maia. Pontualmente às 3h o show começou, (vale aqui ressaltar a boa produção da Virada esse ano com os horários das apresentações).

    A ideia dos músicos foi perfeita, tocar sem querer imitar Tim. BNegão, Thalma de Freitas, Instituto e Carlos Dafé mostraram muito swing e malandragem no maior estilo Funk e Soul. A banda tocou grandes hits entre “Bom Senso”, “O Caminho do Bem” e a clássica “Que Beleza”.

    Sem dúvida a apresentação não deixou nada a desejar e fez todos ali sentir a falta do gordinho mais simpático da Tijuca. Porém, só faltou um pequeno detalhe, a frase marcante Tim Maia. “Mais grave! Mais agudo! Mais eco! Mais retorno! Mais tudo!”.


    Cordel Do fogo Encantado 9h

    Depois de ter dormido três horas, estava inteiro para ver os pernambucanos do Cordel Do Fogo Encanto banda que já está no seu terceiro CD e que vem juntando um público fiel. Relatar como é o show do Cordel é uma tarefa impossível por se tratar de tamanha genialidade dos músicos.

    O quinteto de Arcoverde (PE) faz uma viagem pelas tradições culturais do Estado e misturou embolada, coco e maracatu com literatura de cordel para produzir uma música extremamente atual, mas sem perder o vigor nativo sertanejo. Lirinha (vocal) é um maestro que doma as batucadas de Emerson Calado, Rafa Almeida e Nego Henrique e o violão de Clayton Barros, isso com uma presença de palco marcante.

    O show deu início com a música “Pedrinha” logo depois foi a vez de “Aqui” que com seu forte refrão “Eu canto aqui, eu olho aqui, eu ando aqui, eu vivo” deixava até mesmo o mais sonolento do espectador envolvido com a banda. O Cordel completou 10 anos de carreira e se prepara para gravar seu quarto disco de inéditas, que tende a iniciar um novo ciclo, visando que os últimos discos eram tratados o ciclo da água.

    A apresentação teve a duração de pouco mais de 1h30 e finalizou com um momento mágico, um coro de mais de milhares pessoas declamando os versos de “Ai Se Sêsse”, sem presença dos artistas em cima do palco.



     
    Nação Zumbi 12h

    Palco Rock, foi o meu destino! Com um forte sol a Nação Zumbi deu seu ponta pé com a música que dá nome ao seu novo trabalho “Fome de Tudo”. Os mangue-boys para os íntimos formados por Du peixe (Vocal), Dengue (Baixo), Pupilo (Bateria) Toca Ogan (Percussão), Lúcio Maia (Guitarra) e Da lua e Bola 8 (Tombores) mostraram as músicas da geração a.C e d.C (Antes Chico Science e Depois Chico Science).

    Com um público relativamente bom à Nação deu sequência com as músicas “Hoje, Amanhã e Depois” e “Bossa Nostra” som que é uma parada meio psicodélico, cheio de guitarra e samplers. Du Peixe mesmo não sendo um Frontman não deixa furos na apresentação e coloca toques próprios para as canções de Chico como “Manguetow”, “Rio Pontos e Overdrives” e a épica “Da Lama Ao Caos” musica que fez a Praça da Republica ovacionar a banda.

    O Show foi curto devido às outras apresentações, menos de 1h20, porém, o suficiente para deixar todos satisfeitos com à Nação Zumbi que fazia um bom tempo que não tocava em terras paulistanas.

     

     

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